segunda-feira, 31 de agosto de 2020

Setembro

Sol de Primavera

Beto Guedes


Quando entrar setembro
E a boa nova andar nos campos
Quero ver brotar o perdão
Onde a gente plantou
Juntos outra vez

Já sonhamos juntos
Semeando as canções no vento
Quero ver crescer nossa voz
No que falta sonhar


quarta-feira, 29 de julho de 2020

A doce morte


Imagem Congresso Virtual UEFS.




" A morte pode parecer no início um remédio doce e eficaz, mas os seus efeitos colaterais serão permanentes".

terça-feira, 7 de julho de 2020

Gira mundo, gira mente

Enquanto gira o mundo, gira a mente,
Mas mente quem diz: 
Que  gira o mundo e ficamos parados, Pois se a mente está a pensar, então estamos a nos mover. 
Gira mundo , e se move mente.

sábado, 4 de julho de 2020

Só cai do céu...

Cai do céu chuva, meteoro, poeira, resto de satélites e de foguetes. Mas a vida é uma luta constante. Pois até o nosso corpo nos avisa que nossas células estão morrendo a cada dia e o número delas que produzimos é cada vez menor, mesmo assim não para de funcionar. Então lutemos enquanto a força, foco e fé.

segunda-feira, 29 de junho de 2020

Tente ser feliz

Eu tentei ser feliz, mas busquei a perfeição. 
Por isso não encontrei.
Nessa busca em meio ao caminho encontrei:
A solidão, pois me deixaram .
A traição, pois me trocaram.
A falsidade, pois falaram me mentiras.
A inimizade, pois não quiseram a minha companhia.
Outros sentimentos ruins também apareceram. 
Mas tentarei outra vez e sabendo então que o caminho para a felicidade, não inclui a perfeição. 
Tente, tente... 
Mas tente, e tente. 
Perfeita apenas será a vontade de chegar.

quinta-feira, 11 de junho de 2020

Poema As Sem-Razões do Amor

Eu te amo porque te amo.
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou de mais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

As Sem-Razões do Amor, poema publicado na obra Corpo (1984), foi escrito na fase final da vida do autor(Carlos Drummond de Andrade), que veio a falecer em 1987. 


quarta-feira, 10 de junho de 2020

Por enquanto

Flores,amores, versos, canções...
Alegria, poesia , sabedoria, dia...
Doces, sabores, saberes, diversos...
Gritaria, sombria, disperso...
Vida, sofrida, lida, esplêndida...
Espanto, encanto, canto...
Assim, enfim, fim.
Final ou por enquanto...