quinta-feira, 18 de junho de 2015
sábado, 3 de janeiro de 2015
Trecho de poesia de Castro Alves
Trecho
da poesia O povo ao poder, de 1866, onde o
autor faz um protesto contra os excessos da polícia soteropolitana
à época:
A
praça! A praça é do povo
Como
o céu é do condor
É
o antro onde a liberdade
Cria
águias seu calor em
Senhor!...pois
quereis a praça?
Desgraçada
a populaça
Só
tem a rua de seu...
Ninguém
vos rouba os castelos
Tende
palácios tão belos...
Deixai
a terra ao Anteu.
segunda-feira, 22 de dezembro de 2014
''Deprê'' de fim de ano.
John Lennon iniciou uma canção famosa da sua
fase pós-Beatles com o seguinte verso: "Então é Natal / E o
que você tem feito?" (Merry Christmans - War Is Over). É
uma pergunta desconcertante para uma época do ano que pretende
reunir e pacificar, e nos coloca diante de reflexões existenciais
sobre vitórias e fracassos pessoais. Segundo especialistas
ouvidos por VEJA.com, o período de Festas tem, de fato, esse poder.
Em outras palavras: ao invés de encerrar uma noite de celebração
abraçada a parentes e amigos queridos, muita gente termina agarrada
à tristeza e auto-comiseração.
"É uma época de cobranças, em que fazemos
balanços do que foi conquistado. E isso pode trazer sentimentos de
fracasso, baixa autoestima e desesperança", explica Acioly
Lacerda, psiquiatra da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).
Ele acrescenta que constatações clínicas revelam aumento de casos
de depressão e tristeza nessa fase do ano. "As Festas podem
funcionar como um gatilho para quem tem pré-disposição à
depressão", completa o psiquiatra Ricardo Moreno, da Associação
Brasileira de Psiquiatria (ABP).
Pular sete ondinhas na praia ou comer lentilha
podem não resolver toda a questão. Mas os especialistas
acreditam que há maneiras de combater a eventual "deprê
de fim de ano".
Em primeiro lugar, é aconselhável evitar o rigor
excessivo consigo mesmo, além de relativizar os acontecimentos
recentes. "Ao invés de fazer uma lista das coisas ruins
que ocorreram no ano, enumere as boas", diz Moreno.
O segundo passo é lembrar o quanto se é querido pelas pessoas
mais próximas - as que realmente importam. Isso ajuda a elevar a
autoestima.
Um terceira dica do psiquiatra: as Festas
são um momento propício para tentar resolver conflitos
com familiares e amigos. "É uma ocasião em que as pessoas
estão abertas para ouvir, perdoar e restabelecer vínculos
afetivos", diz Moreno. "Esse sentimento gregário é
inconsciente, mas é o verdadeiro espírito de Natal."
Os especialistas advertem também que é preciso
tomar cuidados ao se olhar para o futuro, para o Ano Novo que chega.
Isso vale especialmente para aquelas pessoas que planejam uma
"revolução" a cada Réveillon. "Essa data não deve
ser encarada como um marco para uma vida nova, pois isso gera um
clima de euforia e ansiedade", aconselha Lacerda.
Nesse sentido, é de grande ajuda não
estabelecer metas inatingíveis e prazos para a mudança - o que pode
criar ambientes favoráveis à depressão. Ou seja, risque da lista
de metas a ideia de perder vinte quilos, comprar a casa dos sonhos ou
ser promovido a presidente da empresa se não há chances de isso
acontecer. "Ter metas é bom, desde que elas sejam alcançáveis.
É preciso adequar os desejos às possibilidades", afirma a
psicanalista Dorli Kamkhagi, especialista em estudos do
envelhecimento.
Por fim, pode-se voltar à canção de Lennon.
Logo após o trecho citado na abertura desta reportagem, ele emendou:
"Outro ano se encerrou/ E um novo acaba de começar." Ou
seja: a despeito de nossos eventuais fracassos passados,
uma nova etapa, uma nova oportunidade se abre à nossa frente.
FONTE;
http://veja.abril.com.br/noticia/saude/depre-fim-ano-saiba-como-combater-depressao-natal
domingo, 14 de dezembro de 2014
AS 7 PALAVRAS DA CRUZ
Marcos 15.37. “Mas
Jesus, dando um grande brado, expirou”.
Introdução: Através dos séculos ou milênios,
o homem construiu muitos altares e neles sacrificou para absolver-se
dos seus pecados e dos outros. Todavia, um altar foi escolhido no
lugar conhecido como Gólgota (lugar duma caveira), por causa da
conformação geográfica (Mateus 27.33), onde o Cordeiro de Deus
“entregou-Se a Si mesmo a Deus pelos nossos pecados, como um
sacrifício duma vez para sempre” (Hebreus 10.12). Jesus passou
seis horas sobre a cruz e durante este tempo disse sete frases que
têm significado profundo.
Quando passamos por momentos difíceis, ou
enfrentamos a nossa cruz, muitas vezes falamos palavras duras e
tristes, sem pensar e depois lamentamos o que dissemos por que foi
num momento de dor ou raiva. Jesus, mesmo se fazendo humano, não fez
isso. Foi no momento mais difícil que disse palavras maravilhosas.
O QUE JESUS DISSE NA CRUZ?
1ª PALAVRA – PERDÃO: “Pai, perdoa-lhes,
porque não sabem o que fazem” Lucas 23.34
Na oração de Jesus, ele expressa seu profundo
amor e pede a Deus para perdoar seus malfeitores. O amor leva-nos a
perdoar. O perdão tem mão dupla. Ele cura quem perdoa e quem se
sente perdoado. O perdão é melhor do que dez caixas de sedativo
porque alivia a angustia do coração humano. Jesus perdoou para
testemunhar seu propósito ao subir à cruz e cumprir seu próprio
ensinamento sobre o perdão. Quando você não perdoa fica preso, a
vida não anda, é preciso perdoar para prosseguir.
Quem você precisa perdoar agora? Declare o perdão
para quem te ofendeu!
2ª PALAVRA – ESPERANÇA: “Em verdade te digo
hoje, que estarás comigo no paraíso” Lucas 23.43
Em meio a tanto sofrimento Jesus não perdeu o
foco principal da sua missão de salvar garantir a felicidade eterna
aos que são salvos. Mesmo sofrendo terríveis dores, Jesus foi capaz
de dar uma palavra de esperança para quem estava ao seu lado. Quando
todos o abandonaram Ele nunca abandonou seus amigos. Quantas vezes
falamos palavras duras em momentos de dor e isso só piora as coisas.
Precisa de uma palavra de esperança? Jesus é seu
amigo te fortalece!
3ª PALAVRA – RESPONSABILIDADE: “Jesus, vendo
sua mãe perto de João, a quem amava, disse-lhe: mulher, ele é seu
filho” João 19.27
Imagine o olhar de Maria para Jesus ali na cruz,
quando Jesus demonstra por ela uma, preocupação familiar. Dá a
entender que José já havia falecido e João tornou-se a pessoa mais
próxima capaz de ajudar na sua vida espiritual. Jesus cuidou de sua
mãe assumindo a responsabilidade de filho mais velho, mas sabia que
a partir dali não poderia mais. Então pediu o apoio de João para
ajudar sua família.
Você tem assumido suas responsabilidades? Seja
responsável ao levar sua cruz!
4ª PALAVRA – HUMANIDADE: “Tenho sede” João
19.28
Aqui está o grande paradoxo: Jesus é a fonte da
água da vida e tem sede. Sua sede era humana, porém, a sede maior
era “buscar e salvar o perdido” e os mortos nos seus delitos e
pecados (Efésios 2.1). O vinagre que deram era um líquido
corrosivo, mas Jesus é a água da vida que elimina o efeito
corrosivo do pecado que corrompe a vida humana. A sede revela a
fragilidade humana e nos faz sentir necessidade de buscar a Deus.
Qual tem sido a sua maior fraqueza? Jesus pode
saciar sua sede e suprir suas necessidades!
5ª PALAVRA – SACRIFÍCIO: “Jesus clamou: Eli,
Eli lama sabactâni? Que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, por que me
abandonaste?” Mateus 27.46
Alguém disse que esse clamor tem duplo
significado. Primeiro, foi o grito de dor como ser humano no momento
em que, o caldeirão da ira de Deus, que deveria ser derramado sobre
nós, caiu sobre Ele. Segundo, foi o brado de vitória pelo fato de
estar cumprindo o projeto de Deus para salvar o mundo, citando o
Salmo 22.1.
No momento de dor, a quem você tem clamado? Clame ao Senhor e Ele te responderá!
6ª PALAVRA – REDENÇÃO: “Está consumado!” João 19.30
No momento de dor, a quem você tem clamado? Clame ao Senhor e Ele te responderá!
6ª PALAVRA – REDENÇÃO: “Está consumado!” João 19.30
Jesus cumpriu com perfeição o plano de salvação
projetado por Deus, do Éden até o dia da sua ascensão ao céu.
Jesus selou com seu sangue o pacto na Nova Aliança. Esta palavra
“está consumado” (tetelestai) significa que sua obra está
completa, como um carimbo, cuja tinta é o sangue de Cristo, para a
remissão de pecados. Aquele que crer e aceitar que o sangue de Jesus
Cristo foi derramado para a remissão de seus pecados, “está livre
da lei do pecado e da morte” (Romanos 8.1-2).
O Deus começou em sua vida e precisa completar?
Deus cumprirá suas promessas em sua vida!
7ª PALAVRA – ENTREGA: “Pai, nas tuas mãos
entrego o meu espírito” Lucas 23.46
Ele deu um brado em alta voz citando o Salmo 31.5
e constatou-se sua morte física. A salvação é de graça, mas
custou alto preço, o Cordeiro imaculado foi sacrificado por nós na
cruz. Jesus não foi assassinado, Ele morreu voluntariamente e o que
o matou não foram os cravos e espinhos e sim os pecados da
humanidade que pesaram sobre Ele.
CONCLUSÃO: A cruz é o evangelho que o crente deve
viver. Cada situação dolorosa pode ser uma ferramenta para
crucificar o homem carnal e ressuscitar o ser espiritual. Se você
está sendo crucificado por algo que te faz sofrer, tome sua cruz
sabendo que após a crucificação vem à ressurreição. Quantas
vezes temos uma sexta-feira de dor, mas depois vem um domingo quando
revivemos para Deus.
Bispo Rommhel Almeida
Fonte :
sexta-feira, 12 de dezembro de 2014
Invictus
Invictus
Autor: William E Henley
Tradutor: André C S Masini
Do fundo desta noite que persiste A me envolver em breu - eterno e espesso,
A qualquer deus - se algum acaso existe,
Por mi’alma insubjugável agradeço.
Nas garras do destino e seus estragos,
Sob os golpes que o acaso atira e acerta,
Nunca me lamentei - e ainda trago
Minha cabeça - embora em sangue - ereta.
Além deste oceano de lamúria,
Somente o Horror das trevas se divisa;
Porém o tempo, a consumir-se em fúria,
Não me amedronta, nem me martiriza.
Por ser estreita a senda - eu não declino,
Nem por pesada a mão que o mundo espalma;
Eu sou dono e senhor de meu destino;
Eu sou o comandante de minha alma.
Copyright © André C S Masini, 2000
Todos os direitos reservados. Tradução publicada originalmente
no livro "Pequena Coletânea de Poesias de Língua Inglesa"
Fonte: http://www.casadacultura.org/Literatura/Poesia/g12_traducoes_do_ingles/invictus_henley_masini.html
segunda-feira, 1 de dezembro de 2014
Camões... Poesia... Amor...
Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;
É um não querer mais que bem querer;
É solitário andar por entre a gente;
É nunca contentar-se de contente;
É cuidar que se ganha em se perder;
É querer estar preso por vontade;
É servir a quem vence, o vencedor;
É ter com quem nos mata lealdade.
Mas como causar pode seu favor
Nos corações humanos amizade,
se tão contrário a si é o mesmo Amor?
domingo, 26 de janeiro de 2014
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