quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Chorei por você

Quando vi sua foto ali linda sorrindo, não resisti e chorei.
Sim chorei quando ti vi, sabendo que não estaria ao meu lado.
Quanto fui por você apaixonado, desprezei essa paixão, então chorei.
Decidi matar dentro do meu coração, não mais te encontrar, nem seu nome pronunciar.
Ah! Quanto chorei por você.
E ainda mais ouvi essa canção, e lembrei-me de você, e assim chorei...
Busquei na letra da canção, um consolo para o meu coração, pois chorei por você não por que ti perdi, mas pelo dia em que te conheci.


Você diz que não faz amor com mais ninguém
E está sofrendo agora, juro que estou bem
Se arrepende e chora, por mim deixar pra trás
E as alianças que comprei tive que guardar
Todos os sonhos que sonhei se foram pra, não mais voltar
Você foi meu grande amor e eu sempre só fui seu bem
Te entreguei meu coração
Não importa quem errou já chorei de mais por não ter você
Dei adeus, dei adeus essa paixão...
Aliança (Asas Livres)

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

As minhas leituras me fazem refletir.

Quanto mais me afago
Nas leituras dos livros
Relendo suas páginas
Vasculhando os arquivos
Menos entendo este mundo
Cheio de dores e lutas
Com tantas hipocrisias
E verdades ocultas
Quanto mais estudo
Dando toda importância
Descubro cada vez mais
A minha grande ignorância
Quantos mistérios existem
Nesse mundo a desvendar
Por tudo que existe
Entre o céu e o mar?
 O conhecimento é assim
Como uma fonte eternizada
E o que mais aprendemos
É que não sabemos de nada.
(ALMEIDA, A. de Souza, 2004, p. 27).

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

" Mas que coisa é o homem ? "

Mas que coisa é homem,
que há sob o nome:
uma geografia?
um ser metafísico?
uma fábula sem
signo que a desmonte?
Como pode o homem
sentir-se a si mesmo,
quando o mundo some?
Como vai o homem
junto de outro homem,
sem perder o nome?
 [...]
Como se faz um homem?
 [...]
Quanto vale o homem?
Menos, mais que o peso?
Hoje mais que ontem?
Vale menos, velho?
Vale menos, morto?
Menos um que outro,
se o valor do homem

é medida de homem?
Como morre o homem,
 [...]
Como vive o homem,
se é certo que vive?
Que oculta na fronte?
 [...]
Por que mente o homem?
mente mente mente
desesperadamente?
 [...]
Para que serve o homem?
para estrumar flores,
para tecer contos?
para servir o homem?
para criar Deus?
Sabe Deus do homem?
E sabe o demônio?
Como quer o homem
ser destino, fonte?
Que milagre é o homem?
Que sonho, que sombra?
Mas existe o homem?

 Fonte : COUTINHO, Afrânio. (Org.) Carlos Drummond de Andrade: obra completa. Rio de Janeiro: Companhia Aguilar Editora,1964, p. 302-303. Fragmentos.

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

ORGULHO CIVIL

Quando eu passo pelas ruas
sinto na pele o apelo da raça
sinto no peito o orgulho civil
sinto o desejo maior de que a graça
de ter o amor e o carinho da massa
me leve adiante em mais um desafio

e o desafio agora é a cidade
cidade de São Salvador
enquanto dança ela prepara a novidade
enquanto aguarda ela batuca seu tambor

Quando eu passo pelas ruas
sinto o bailado da cumplicidade
entre a cidade e o seu filho gentil
que um dia partiu cantando pro mundo
Tudo o que a Terra lhe deu de profundo
sua Terra mãe, coração do Brasil.

Adaptado de In: O poético e o político. Antonio Risério e Gilberto Gil; São Paulo: Paz e Terra, 1988.

sábado, 27 de julho de 2013

Aqui é o país do futebol
Brasil está vazio na tarde de domingo, né?
Olha o sambão, aqui é o país do futebol
[...]
No fundo desse país
Ao longo das avenidas
Nos campos de terra e grama
Brasil só é futebol
Nesses noventa minutos
De emoção e alegria
Esqueço a casa e o trabalho
A vida fica lá fora
Dinheiro fica lá fora
A cama fica lá fora
A mesa fica lá fora
Salário fica lá fora
A fome fica lá fora
A comida fica lá fora
A vida fica lá fora
E tudo fica lá fora

SIMONAL, W. Aqui é o país do futebol. 
Disponível em: www.vagalume.com.br 


quarta-feira, 12 de junho de 2013

PRA LEMBRAR PRA SEMPRE DE VOCÊ


  Não se admire se um dia                
Um beija-flor invadir
A porta da tua casa
Te der um beijo e partir...

Fui eu que mandei o beijo
Que é pra matar meu desejo
Faz tempo que não lhe vejo
Ah! que saudade d'ocê...

Se um dia ocê se lembrar
Escreva uma carta pra mim
Bote logo no correio
Com frases dizendo assim...

Faz tempo que não lhe vejo
Quero matar meu desejo
Lhe mando um monte de beijo
Ah! que saudade sem fim...

E se quiser recordar
Aquele nosso namoro
Quando eu ia viajar
E ocê caía no choro...

Eu chorando pela estrada
Mas o que eu posso fazer
Trabalhar é minha sina
Eu gosto mesmo é d'ocê!...

Se um dia ocê se lembrar
Escreva uma carta pra mim
Bote logo no correio
Com frases dizendo assim...

Faz tempo que não lhe vejo
Quero matar meu desejo
Lhe mando um monte de beijo
Ah! que saudade sem fim...

E se quiser recordar


Aquele nosso namoro
Quando eu ía viajar
E ocê caía no choro...

Eu chorando pela estrada
Mas o que eu posso fazer
Trabalhar é minha sina
Eu gosto mesmo é d'ocê...

Ah! que saudade d'ocê!
Musica de Geraldo Azevedo
Ai que saudade de d'ocê

quarta-feira, 5 de junho de 2013

CORPOS ARDENTES


Corpos ardentes

São desejos que pulsam no corpo, e lá bem no fundo da mente só um pensamento a vontade de estar ao seu lado, de tocar o seu coração, e sentir o seu pulsar dentro em mim.
A tua paixão, pura sedução, assim quero esta linda flor, vulcão de prazer, meiga menina, florzinha do campo, revela-se aqui bem juntinho a mim todo este seu amor.
Corpos ardendo de paixão, pura sedução, como cresce o meu desejo de estar em ti, e estarmos em um só corpo, e então juntos sentirmos o prazer de sermos completos neste instante sublime e intenso.
Simplesmente os corpos ardentes...
Fogo que arde e queima;
Chamas que incendeiam,os corpos ardentes!